sexta-feira, 1 de julho de 2011

Terceira jornada Samauma de audiovisual vai acontecer no Marajó

 

Estão abertas inscrições para as oficinas do projeto SAMAUMA, uma das ações colaborativas do Programa NAVEGAPARÁ. O projeto está capacitando pessoas nas técnicas de produção de vídeos, áudios e sites e mobiliza pontos de cultura, cineclubes, infocentros, escolas e universidades para produzir conteúdos audiovisuais.



Esta é a terceira jornada de produção de audiovisual do projeto SAMAUMA. Prevista inicialmente para acontecer em Santarém, foi remanejada para o Marajó para atender demanda da região por políticas de cultura digital no Marajó. A jornada vai acontecer no Telecentro da UEPA de Salvaterra, município do Marajó, no período de 10 a 15 de julho de 2011.



Em cada jornada são oferecidas as oficinas de Roteiro e Direção de Vídeo; Produção e Edição de Vídeo; Produção e Edição de Áudio; e Criação de Site. Os participantes das oficinas têm que ter algum tipo de vínculo com infocentro, ponto de cultura, cineclube, escola ou universidade, mas também são admitidas pessoas ligadas a outros movimentos sociais. A expectativa é que elas atuem como produtoras de conteúdos audiovisuais junto às organizações a que são ligadas. Ao final de cada jornada os conteúdos produzidos são exibidos em local de acesso público. A socialização da produção com a população local tem como objetivo despertar o interesse da coletividade pela cultura digital. Também vão ser criados sites como ferramentas de publicação de conteúdos audiovisuais e como estratégia de visibilidade das ações socioculturais dos parceiros do projeto.



O projeto “SAMAUMA-Jornadas de produção audiovisual em infocentros por pontos de cultura e cineclubes” foi selecionado através de edital de apoio a projetos para ações colaborativas em Infocentros lançado pela FAPESPA - Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará, órgão do Governo do Estado do Pará. O projeto é coordenado pelo educomunicador Samir Raoni e tem como parceiros o Pontão de Cultura Rede Juvenil (Argonautas), Coletivo Pogobol, Circuito Polífônico e Rede Cine Norte. A oficina de Salvaterra conta com o apoio do Ponto de Cultura Cruzeirinho (Soure), da UEPA e de outros parceiros locais.



SERVIÇO: A inscrição na jornada é gratuita e pode ser feitas aqui ou pelo site http://redecom.org.br (aba INSCRIÇÕES). São ofertadas 20 vagas.



Informações: samaumacoletivo@gmail.com e pelos fones (91) 8154-1386 e (91) 8283-4237


 

 



Médicos de São Paulo decidem parar de atender dez planos de saúde

Associações que representam os médicos decidiram na noite desta quinta-feira, em assembleia, paralisar o atendimento a dez planos de saúde no Estado de São Paulo. Cerca de 500 profissionais, dos 58 mil que atendem usuários de convênios, participaram da reunião.

Juntos, esses dez convênios reúnem quase 3 milhões de usuários em SP --no total, existem no Estado 18,4 milhões de beneficiários e 327 operadoras de planos de saúde.

Porto Seguro, Gama Saúde, GreenLine, Intermédica, ABET (Telefônica), da Caixa Econômica Federal, Cassi (Banco do Brasil), da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Embratel e Notredame são os convênios atingidos.

A paralisação, por tempo indeterminado, afetará apenas uma especialidade médica por vez. Por exemplo: em uma semana, clínicos-gerais deixarão de atender por três dias esses convênios. Na seguinte, é a vez dos oftalmologistas, e assim por diante.

São, ao todo, 53 especialidades médicas, o que pode fazer com que a paralisação dure um ano inteiro por meio desse rodízio. O cronograma de paralisação será definido nos próximos 20 dias.

A estratégia, segundo Florisval Meinão, vice-presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), é pressionar esses planos a negociarem um reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Segundo a categoria, entre 2003 e 2009 as operadoras deram um aumento de 44%, em média, índice abaixo da inflação no período.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa as 15 maiores operadoras do Brasil, diz que entre 2002 e 2010 as afiliadas reajustaram os médicos em 116%.

NEGOCIAÇÃO

No último dia 7 de abril, os médicos já haviam realizado uma paralisação nacional que afetou todos os planos de saúde. No dia, eles atenderam apenas urgências e emergências.

Desde então, as entidades que representam a categoria dizem tentar negociar com 15 operadoras, que foram escolhidas aleatoriamente em uma primeira rodada de negociações.

As dez que sofreram boicote não responderam às solicitações de negociação ou não informaram o quanto pretendem reajustar.

Os médicos querem passar a receber dos planos R$ 80 por consulta. Hoje, dizem, recebem em média R$ 30.

Eles querem ainda a inserção, no contrato com as operadoras, de uma cláusula que preveja reajuste anual nos honorários com base no índice de aumento das mensalidades dos usuários autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Fonte: Folha de São Paulo
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