quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Em São Paulo Ginecologistas e obstetras suspendem atendimento a planos de saúde de 1 a 3 de setembro

Nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, os ginecologistas e obstetras de São Paulo suspendem o atendimento a todos os planos e seguros de saúde em protesto contra os honorários pagos no sistema de saúde suplementar. A classe acredita que cerca de 6 mil especialistas participarão de protestos durante o Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia.


A proposta da Sogesp para as operadoras de planos de saúde consiste nos seguintes pontos: adoção da CBHPM 2010 para todos os procedimentos e R$ 80,00 para as consultas; fixação de um critério de reajuste anual nos contratos com os credenciados; além do fim das interferências que prejudicam a assistência adequada às pacientes.


“Chegamos ao limite. A Sogesp buscou o diálogo. Mas a postura intransigente das operadoras requer resposta vigorosa. A prática da especialidade na saúde suplementar tornou-se inviável em São Paulo. Os honorários vis têm levado muitos colegas a fechar consultórios, pois estão quebrando. Exigimos dignidade para nós e para os pacientes”, pontua César Eduardo Fernandes, presidente da Sogesp, em comunicado.


A interrupção da prestação de serviços aos planos abrangerá somente os atendimentos eletivos. As urgências e emergências estarão garantidas.


“A paciente pode ficar tranquila, pois daremos todo o suporte que necessitar. Aliás, já faz quase dois meses que orientamos os colegas a remarcar as consultas e procedimentos eletivos para outras datas, de forma a evitar eventuais transtornos”, informa Maria Rita de Souza Mesquita, coordenadora da Comissão de Honorários Médicos da entidade. “Nosso movimento, sempre é bom frisar, busca a defesa dos direitos de assistência adequada dos cidadãos, além da valorização profissional.”


Movimento Estadual


Em setembro inicia-se o rodízio da suspensão do atendimento a planos de saúde aprovado em assembleia estadual dos médicos de São Paulo em 30 de julho. Os primeiros a parar serão os ginecologistas e obstetras.


Em seguida, interromperão o atendimento a um determinado grupo de planos a otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), cardiologia (16 a 19 de setembro), ortopedia e traumatologia (19 e 20 de setembro), pneumologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro). A anestesiologia acompanhará as especialidades paradas não fazendo procedimentos das mesmas.


A Sociedade lembra que recente pesquisa Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina e Associação Médica Brasileira, registra que 8 em cada 10 médicos brasileiros sofrem interferência para reduzir pedidos de exames e de internações, para antecipar altas, entre outros problemas.


Segundo a entidade, outro artifício são as propostas de remunerar melhor o profissional que solicite menos exames ou procedimentos diversos, conhecido pelo nome de “pagamento por performance”.


Fonte: UOL Notícias

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