terça-feira, 13 de setembro de 2011

Jordy responde: "Ao povo do Pará"

Ao Povo do Pará

Acompanhei com alguma surpresa nas redes sociais a repercussão de parte de uma entrevista que concedi a TV Eldorado, de Marabá, em 2009, e postada num blog local, onde, naquele momento, eu defendia a criação, no futuro, de novos estados, com a redefinição de um pacto federativo que contemplasse um novo desenho geopolítico não só para o Pará, mas para toda a Amazônia.
A surpresa veio exatamente do fato de que essa posição foi defendida abertamente pelo meu partido, o PPS, em todos os foros e, portanto, era uma posição amplamente divulgada em todo o Brasil. O PPS nunca escondeu isso. E eu sou presidente do PPS do Pará.

Portanto, o que foi posto como “novidade”, não passa de uma posição bastante conhecida do partido, e que foi colocada por mim e pelo PPS naquele contexto, onde também defendíamos abertamente a realização de um plebiscito, por entendermos que é um processo legítimo e democrático.

A entrevista, na sua íntegra, mostra que não é impertinente, no futuro, fazer essa repactuação federativa em todo país, precedida de um debate sério e ético onde se considerem fatores como bacias hidrográficas, vocações produtivas macroeconômicas, identidades mesorregionais e melhor distribuição do PIB nacional entre as regiões.

A tentativa de tratar como “novidade” ou “contradição” esse trecho da minha entrevista, não passa de uma “pegadinha” manjada, onde os autores são personagens que não merecem crédito e tem como objetivo confundir a opinião pública e dividir aqueles que são contra a divisão do Pará, no plebiscito que se aproxima.

Nos artigos que publiquei, em 2007 e 2011, na grande imprensa do Pará, e transcritos no meu blog e no meu site (ler aqui), eu disse textualmente que dividir o Pará, hoje, seria fragmentar o subdesenvolvimento e enfraquecer a possibilidade de cobrar do poder central um redesenho do pacto federativo que parece ter sido abandonado.

Essa é a minha posição. Nunca me escondi de qualquer debate. Minha vida pública não é pautada por conveniências, oportunismos ou facilidades de ocasião. Estarei, como sempre estive, na busca da verdade, atuando com lisura, ética e respeito, procurando honrar cada voto que recebi.

Por fim, reafirmo minha crença CONTRA A DIVISÃO DO PARÁ, por entendê-la danosa, neste momento, aos interesses da nossa região e me disponho para este e outros debates que digam respeito aos reais interesses do nosso povo.

Arnaldo Jordy.

3 comentários:

  1. Excelente ! É isso que a população, no plano geral, espera dos seus representantes... Posição balizada pela coerência de um discurso e prática que não se deixa variar por conveniêbncias e circunstâncias !

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  2. Valeu deputado! Poucas são as posições em que se dispõe simplesmente pelo sim ou pelo não, ou pelo contra ou a favor. A complexidade é a regra e o debate aprofundado dos fatores sociais, econômicos, culturais e outros que envolvem a sociedade é que deve subsidiar as análises e conclusões que apontam para o que pode ser menos danoso para a maioria. O debate das idéias e dos contextos. Democracia

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