quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PRO SUS define retomada do movimento em 2012

Participei hoje, pela manhã, da última reunião do ano da Comissão PRO SUS, integrada pelas três entidades médicas nacionais, FENAM, CFM e AMB. Na pauta, avaliação das atividades do ano, particularmente a manifestação de protesto dos médicos do SUS realizada no dia 25 de outubro.
O setor de comunicação do CFM apresentou o resultado de ocupação da mídia impressa registrando 895 inserções em jornais de todo o país entre os dias 24 e 26 de outubro. As inserções aconteceram em todos os estados da federação, principalmente nos veículos regionais. Excelente capilaridade . A estratégia de comunicação foi considerada vitoriosa e creditada ao trabalho conjunto das assessorias das entidades nacionais.
O trabalho desenvolvido pela Comissão foi avaliado como positivo embora com pouco avanço concreto para o médico na ponta. A relação com o governo federal, através do Ministério da Saúde, foi considerada difícil e com retrocessos. O abandono da Carreira Federal para regiões de difícil provimento, a captação de médicos para a ESF com bônus para a residência, a proposta de serviço civil voluntário e o bloqueio ao andamento do PL do salário mínimo profissional do médico são exemplos. A necessidade de endurecimento com o governo foi considerado necessário e a proposta será levada para a Diretoria das entidades nacionais.
Propus a retomada do movimento pela base em 2012 com organização de uma paralisação nacional em 1º de maio. Este movimento seria articulado a partir de encontro ampliado com todas as entidades médicas regionais. Todos concordaram que a decisão será tomada com a participação das entidades de base. Consenso também que, em 2012,  a ação integrada e atuante dos sindicatos, federadas da AMB, Conselhos Regionais e Sociedades de Especialidade será fundamental para qualquer avanço concreto. A ideia é apresentar proposta de data (1º de maio ou outra) e sugerir a construção de movimentos regionais que desemboquem no período definido para a paralisação. Engenharia política difícil levando em conta a diversidade regional. Mas temos que tentar.
Defendi que quatro bandeiras de luta são básicas: melhores condições de trabalho; médicos suficientes em todos os municípios; remuneração digna e carreira médica no SUS. Um resumo do que nos interessa enquanto categoria e o que é necessário para a assistência médica de qualidade. Tudo para garantir o dever do Estado inscrito na Constituição Federal e o direito à saúde reclamado pela população.


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