domingo, 5 de fevereiro de 2012

Caminhada histórica por Belém

Hoje, 05/01, eu, Rosangela, Luã e Wirna fizemos uma bela caminhada histórica. Iniciamos, pouco depois das 06h30, pela Praça da Sereia que fica em frente ao Instituto de Educação do Pará (IEP), edificação neoclássica de 140 anos. Adentramos no túnel de mangueiras da Praça da República, percorremos seu interior caminhando em direção ao imponente Teatro da Paz. Passamos ao seu lado contemplando o Bar do Parque, um dos bares preferidos do saudoso camarada Rui Barata. Seguimos pela Serzedelo em direção à Praça Batista Campos. Passamos em frente ao Edifício Manoel Pinto da Silva e ao lado do IEP. Contemplamos o casarão da família do Potter, amigo da Wendy. Passamos pelo Cemitério da Soledade, primeiro cemitério de Belém e que merece ser um museu a céu aberto. Na mesma linha, o pequeno cemitério Israelita.


Chegando a praça Batista Campos cruzamos com o modernoso Edificio Uirapuru, construído em meados do século XX. Na praça Batista Campos vimos os ninhos das garças e passeamos pelas suas alamedas. Wirna relembrou o castelinho que visitávamos nos nossos passeios dominicais de sua infância. Pegando a rua dos Tamoios passamos pelo prédio do antigo – e não muito afamado – Colégio Abraham Levy e a extinta Livraria Jinkings (mais recordações para a Wirna). Dobrando na Roberto Camelier chegamos à acabada praça Amazonas e ao São José Liberto. Adentramos na rua Cesário Alvim, passamos pela Igreja de N. Sra. Da Conceição, pracinha Veiga Cabral, lixão da Breves com a Triunvirato (cortesia do alcaide) e sua nuvem de urubus.
Num pulo estávamos na praça do Arsenal de Marinha com seus jambeiros em floração. Entramos no Mangal das Garças e nos extasiamos com a grande quantidade de garças esperando a hora do “café da manhã”. Também esperando, flamingos, guarás e um tuiuiú que posa para os visitantes abrindo as asas. Bisbilhotamos o Armazém do Tempo, estrutura de ferro resgatada da ENASA pelo incansável arquiteto Paulo Chaves.


Seguimos para o restaurado Palacete Pinho onde, no domingo passado, marcamos encontro do Fernando, arquiteto responsável, para conhecer a parte de cima do Palacete e a Camarinha, parte mais alta do casarão. Esperamos um pouco e aproveitamos para fotografar os detalhes da fachada externa. Na visita contemplamos a vista da cidade e da baía do Guajará. Eu e Luã bisbilhotamos o alçapão. Aproveitamos para tomar água. Na saída Fernando nos levou para ver a fachada de uma casa construída em 1820. Infelizmente, só resta a fachada. Nos despedimos de Fernando prometendo leva-lo para uma visita ao prédio da Santa Casa.


Seguindo pela Dr. Assis chegamos até a praça do Carmo. A Igreja do Carmo estava, lamentavelmente, fechada. Descobrimos que abre de 07 às 08 para a missa. Motivo para voltar... Passamos pelo prédio que abriga o Fórum Landi, contemplamos a fachada da casa da camarada Dulce Rosa, vigilante da Cidade Velha e querida amiga. Já na Siqueira Mendes (que muitos acham que foi a primeira rua de Belém) paramos para visitar a sede náutica do glorioso Clube do Remo. Vasculhamos tudo. Barcos, troféus, sala de treinamento. Rosangela até experimentou o simulador de remada. A escolinha de remo começa às 05h30. Se o leitor se interessar informo que há vagas para novos alunos.


Na praça Frei Caetano Brandão, em frente a Casa das Onze Janelas e ao lado do Forte do Presépio tomamos café com tapioquinha. Passamos pela Igreja da Sé – estilo neoclássico - onde missa estava sendo celebrada. Seguimos para a Praça D. Pedro II, passamos em frente ao prédio que pertenceu a Domingos Antonio Raiol (Barão do Guajará) e que desde 1944 abriga o Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Chegamos ao Museu Histórico do Estado. Visitamos e nos deslumbramos com os detalhes do forro, as pinturas, a mobília da época que o prédio era sede do governo. O museu tem painéis explicativos que tornam, de certa forma, dispensável a presença de um guia. Sósia de Paes de Carvalho, o responsável pelo museu, nos levou para ver a capela de onde saia o Círio de Nazaré, um carro funerário doado para o museu e o calabouço. 11h30, fim de passeio.


3 comentários:

  1. Jane Monteiro Neves5 de fevereiro de 2012 17:28

    Que lindo,Waldir!!!
    Só faltou fazeres referencia de Dulce Rosa.Ela é a vigilante da cidade velha...
    Muito boa semana pra toda a família...
    bjs
    Jane Neves

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  2. Tem razão. Vou corrigir.

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  3. REINALDO B. SERRA- 03/08/2015 -ACREDITO QUE V.SA. REFERE-SE DESSA FORMA DESRESPEITOSA AO COLÉGIO ABRAHAM LEVY PELO FATO DE SUA DIRETORA PROFA. ALICE ANTUNES FORMAR CASAL GAY COM A SRA. ELZA MUNIZ SEGUNDO A VOZ CORRENTE À ÉPOCA. LAMENTÁVEL SUA DESINFORMAÇÃO PERDOÁVEL SE TIVER MENOS QUE 70 ANOS. O COLÉGIO ABRAHAM LEVY FOI O CAMPEÃO DO CAMPEONATO COLEGIAL GUARASUCO DE 1961 BATENDO DE FORMA INCONTESTÁVEL AOS "AFAMADOS" "PAIS DE CARVALHO", " NAZARÉ", "CARMO", "MODERNO", "SANTA ROSA", ETC. ACRESCENTE ISTO AOS SEUS CONHECIMENTOS SOBRE A "BELÉM ANTIGA".................... reinaldo.serra@trtsp.jus.br

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