segunda-feira, 23 de abril de 2012

Revalidação automática é um atentado à cidadania e à soberania do Brasil

O Brasil foi ousado ao definir, no art. 196 da Constituição Federal de 1988 que “Saúde é direito de todos e dever do Estado (...)”. Passados 24 anos a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) tem levado assistência médica a lugares nunca antes imaginados. O efeito colateral é que o mercado de trabalho médico aqueceu de forma exponencial. Mais de 5.000 municípios atrás de médicos. De generalistas à neonatologistas. A falta de políticas de recursos humanos capazes de atrair e fixar estes profissionais levou à sua concentração nos grandes centros urbanos.


A pressão dos prefeitos no governo federal fez com que a presidente venha cobrando do Ministério da Saúde medidas capaz de resolver a situação e garantir médicos no interior do país. Os burocratas do Ministério da Saúde tem tido ideias tão mirabolantes quanto ineficazes: serviço civil obrigatório, abertura indiscriminada de escolas médicas, o natimorto PROVAB e a “joia da coroa”: a revalidação automática de diplomas médicos obtidos no exterior. Seriam cerca de 25.000 novos médicos que viriam para atender as comunidades “carentes” (de cidadania, inclusive).


A proposta de revalidação automática ou “simplificada” merece reflexões. Haverá reciprocidade entre as nações incluídas? Será que os países beneficiados vão permitir que diplomas obtidos no Brasil sejam automaticamente validados em seu território? Porque apenas diplomas de médicos? Porque não fazer o mesmo com os advogados? Será que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) concordará com a medida?  Onde fica a soberania do nosso país se abrimos mão de avaliar a qualidade e competências de profissionais que vão se responsabilizar pela vida dos nossos cidadãos?


Por uma questão de responsabilidade a presidente, seus ministros, parlamentares, a mídia e a população em geral deve ter conhecimento que existem “escolas” médicas no exterior que formam médicos com até 3.000 horas de curso, quando no Brasil o mínimo exigido são 7.200 horas; que na última edição do REVALIDA, realizada em 2011, a nota para aprovação foi 5 (cinco) e que, mesmo assim, pouco mais de 10% dos candidatos foram aprovados; que a maioria das escolas médicas privadas da Bolívia existentes na fronteira com o Brasil não dispõe de hospital escola para treinamento dos seus alunos; que os médicos formados pela Escola Latino Americana de Medicina (ELAM) não podem trabalhar em Cuba?


O SUS prega a equidade, o melhor para os que mais precisam. São exatamente as populações excluídas dos benefícios sociais e econômicos da nação que devem ter os melhores profissionais para atendê-la. Assim, devemos garantir que os médicos que tenham obtido seus diplomas no exterior tenham, pelo menos, formação equivalente àqueles que se graduam no Brasil. A melhor forma para garantir isso é a análise de equivalência curricular através de exame nacional unificado que avalie os conhecimentos teóricos, habilidades práticas e domínio da língua portuguesa: o REVALIDA. Fora isso é irresponsabilidade.


Para fixar médicos em todos os municípios brasileiros basta o Estado adotar a Carreira de Médico de Estado à semelhança daquela existente para militar e para o judiciário. Não faltam promotores e juízes nas comarcas nem militares nas fronteiras. Com salários dignos, progressão e promoção por mérito e mobilidade que permita ao profissional concluir sua carreira em um centro regional não faltarão médicos interessados. E a cidadania vai agradecer.


27 comentários:

  1. Caro amigo, descordo com sua ideia, meu Estado tem carência de Médicos, com isso ira melhorar o atendimento nos municipios com deficiência. Agredito que os médicos brasileiros estão com medo de perde mercado para os estrangeiros. Essa e a grande verdade. Abraços!

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  2. Carvalho, o artigo não nega o deserto assistencial existente. Questiona sim a proposta de solução. O mais simples é achar que a posição das entidades médicas é corporativa. Releia o artigo sem paixão. Os médicos, lutamos durante anos pelo REVALIDA contra a burocracia e certa leniência das Universidades públicas. É um exemplo da compromisso público. O artigo coloca duas assertivas principais: a soberania brasileira de avaliar os egressos de outros países (em respeito ao seu povo) e a qualidade dos médicos formados em escolas médicas como as existentes na Bolívia e Cuba. Quem acha que para os excluídos, que não tem médicos para atendê-los, qualquer um serve está aplaudindo a revalidação automática. Eu não concordo. Forte abraço! Obrigado pelo comentário.

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  3. Roberth Olivera Amarildo24 de abril de 2012 07:09

    Prezado Valdir suas pontoações são totalmente certas o que não pode haver é profissionais incapazes que coloquem em perigo a saúde da população, mais acredito no bom censo das pessoas que vem revisando este assunto para revisarem por exemplo: procedência real do medico, si for formado em universidade privada em qualquer pais inclusive no Brasil deveria ser sometido a prova de atidão, pois sabemos como é o ingresso a estas Universidades onde o que prima é o lucro. Destas universidades existem muitas na Bolívia sou testemunho, creio que deveria ser diferenciado o tratamento do profissional preparado numa Universidade Pública ou Federal de reconhecida trajetória, ainda mais catalogada como PLENA. E claro uma prova de conhecimentos justa e coerente É NECESSARIÍSSIMO, não de miudezas de especialidade que nem o especialista da matéria saberia responder. O finalmente vamos alem: SOMETER MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR E FORMADOS NO BRASIL a numa mesma prova, aquela que o revalida já fez, será que o medico formado no Brasil topa este desafio? ou terá que sair a reclamar nas ruas como vem fazendo agora?.
    Si os advogados tem a realizar periodicamente avaliação profissional quanto mais os médicos onde a cada dia a medicina vem se atualizando.
    .

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  4. Ja que o assunto é qualidade profissional, porque nao instituir uma prova para todos os profissionais medicos, seja brasileiro ou nao! Para mim essa seria a melhor forma de ter uma distribuicao medica com qualidade e com justica!

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  5. Quem não passar na prova vai fazer o que na vida?

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  6. Bom quem nao passar na prova nao tera qualidade minima para exercer a profissao. Esse sim seria um criteiro justo! na verdade sabe porque isso nao acontece, porque a maioria dos medicos formados no Brasil nao tem capacidade de aprovar um exame do mesmo nivel que é feito o de revalidacao e a o que os medicos extranjeiros que sao submetidos. Se isso fosse feito acabaria esta lenga lenga de que a qualidade dos medicos de fora é pior que a dos medicos formados aqui! Afinal seu Waldir o senhor esta ou nao preocupado com a populacao do país!

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  7. Estou preocupado mas a tua proposta é simplista. O REVALIDA é um processo elaborado pela academia. Te asseguro que a maioria dos egressos de faculdades brasileiras seriam aprovados. A nota mínima é 5! Cinco!

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  8. Mas entao, porque nao submetê-los a esse exame como acontece com os advoagos? Mas a final quem pode matar uma pessoa, um medico ou um advogado? Porque voces medicos correm desta. Simplista foi sua resposta sem fundamento! Me explique entao porque 50% dos alunos do 6 ano das faculdades paulistas nao aprovaram ao exame que foram submetidos? leia o link que deixo em anexo!!!


    http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,mais-da-metade-dos-alunos-de-medicina-e-reprovada,482415,0.htm

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  9. O fundamento é que não podemos jogar na costa do indivíduo a responsabilidade do Estado. O Estado autoriza e mantem o funcionamento das escolas médicas que são de baixa qualidade. Não tomam providências para melhorar ou fechá-las. Os alunos não sabem disso. estão nas escolas achando que são bem formados. As vezes pagam por isso do próprio bolso. Ou nós (sociedade) pagamos. E no final eu os submeto a uma prova. Se não passam não poderão exercer. Perdem dinheiro e tempo de vida. Muito fácil para o governo. Pense nisso. Nós propomos avaliação durante o curso. No 2º, 4º e 6º ano. Avaliação do aluno, dos professores e da estrutura da escola médica. O governo não quer nem falar nisso. A solução simplista é jogar na costa do elo mais fraco: o estudante.

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  10. Discordo do senhor! o que o senhor quer dizer entao é que só os medicos do exterior nao podem trabalhar no Brasil? porque voces afirmam que sao de baixa qualidade??? E a populacao como fica com esses profissionais de baixa qualidade que o senhor mesmo afirmou que existem e sao formados aqui no Brasil??? sera que a populacao nao corre risco com eles tambem? Na verdade voces tem medo porque sabem que a qualidade daqui nao é melhor do que lugar nenhum no mundo .
    O mais justo seria uma prova igual para todos profissionais da saude afinal estamos lidando com vidas e nao com bonecos!

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  11. Os médicos formados no exterior podem trabalhar desde que revalidem seus diplomas. Como é exigido dos médicos que se formam no Brasil e querem exercer a medicina em outros países. É uma questão de soberania.
    Outro assunto são as condições das escolas médicas no Brasil. Precisamos nos debruçar sobre isso. Temos problemas e exigimos do governo providências. Também em respeito a população. As provas do REVALIDA são elaboradas pelo INEP que é governo. Queremos qualidade. A população brasileira merece.

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  12. A saída para a melhora da qualidade do ensino medico no Brasil seria um processo de avaliação seriada, progressiva, no final do ciclo básico, antes do internato e após o internato. O correto seria um processo de avaliação externo, independente, conduzido pelo estado, com a chancela das entidades medicas. Além disso, o registro definitivo so deveria ser dado após o termino da RM ou certificação pela sociedade da especialidade, como acontece na Europa e EUA.
    Sabe quando isso vai acontecer no Brasil? Sem a pressão da sociedade e das entidades medicas, nunca! Recentemente levantei este assunto em uma aula do mestrado em clinica medica da UFRJ. Foram todos unanimes em dizer que a situação política nao permite nem tocar neste assunto. O governo quer na verdade criar remendos, trazendo medicos menos qualificados para atender a população pobre do interior. Como disse o Lula em uma oportunidade: " medicos mais a esquerda". Mas quem garante que os mais qualificados, a minoria, permaneceria no interior, uma vez conquistado o o diploma e registro definitivos? é obvio que na primeira oportunidade migrarão para as regiões mais ricas... Cabe ao estado, somente a ele, reparar essas assimetrias, criando uma carreira de estado para os médicos.

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  13. Roberth Olivera Amarildo30 de abril de 2012 12:14

    No portal A critica ouve uma declaração da medica Patricia Sicchar em resposta a esse assunto não é que o médico formado no exterior quer revalidação automática e fácil, o que agente quer é que seja revisada a forma de avaliar o Médico formado no exterior, que estas sejam coerentes e justas não miudezas de especialidade que nem sequer o especialista saberia responder. Durante os últimos anos através do REVALIDA que iniciou em 2010 e pela influencia do CFM e o CRM fizeram questão de não aprovar ninguém para continuar cuidando o que acabou se formando uma corporativa e quem sofre as consequências é o povo, o médico todo poderoso esconde a verdadeira realidade de saúde do Brasil, claro existem muitos médicos destacados, fácil de ver em eles a verdadeira vocação de serviço, mas também existem médicos guiados pelo lucro e como esses existem vários.
    Onde estão os médicos que a senhora e as estatísticas adissem sobre numero de médicos por 1000 Hb. que existem no Amazonas?... quando a saúde no interior esta mantido por médicos sem CRM, brasileiros e estrangeiros com diplomas obtidos no exterior que cuidam da saúde do povo? ... onde estão esses médicos que não socorrem por exemplo na enchente que esta ocorrendo no Solimões ?, onde as EDAs e IRAs agudas acometem principalmente crianças ? ou no Nordeste onde não tem um pingo de água? e assim em tantas outras regiões ?.
    Na entrevista a senhora médica e tantos outros justificam que o medico no interior não tem médios nem condições de trabalho, tenho certeza que não é assim, tem condições SI, os suficientes para realizarem atendimento de Primeiro nível de complexidade como corresponde, só que o medico não quer ir para o interior por medo de enfrentar a verdadeira realidade de saúde e não aquilo que lhe foi transmitido na Faculdade, o médico ficou totalmente dependente dos exames complementares para realizar o DIAGNOSTICO e este trabalho acaba sendo feito por máquinas do laboratório o exames de gabinete (RX- Tomografia, etc) e não realmente pelo conhecimento cientifico que o medico deveria ter, não esqueça que o diagnostico da doença é 60 a 70 % CLINICO. O medico que agora esta contra o medico formado no exterior não pode explicar à sociedade esta realidade e justifica o disque falta de condições desfavoráveis, ainda mais, a prevalência de doenças pelas quais os mais vulneráveis continuam morrendo não se resolvem com laboratórios e exames complementares e sim com promoção e prevenção da saúde, aquilo que os médicos que reclamam não conseguem fazer e acham que a saúde se resolve em quatro paredes.
    Si o problema é competência então todos deveriam ser sometidos a exame de competência tipo OAB. Si o advogado é avaliado periodicamente, quanto mais o medico devido a constantes mudanças e descobertas científicas, vocês topam o desafio?
    Sou a favor de revalidação justa, ainda mais deveria se verificar a procedência do diploma, por que é verdade que existem médicos de procedência duvidosa principalmente das privadas como em todo mundo por que o que ai prima é o lucro e não a vocação. Outro ponto é a experiência de trabalho apos de ter se formado de pelo menos 3 anos antes de exercer no Brasil, proficiência do idioma, visto de permanência no Brasil entre outros, aspectos que tornam o Pais soberano e não as reclamações e oposições sem fundamento pelo temor de perder o trono que o médico e a sociedade tem lhe concedido imerecidamente.
    REVALIDAÇÃO JUSTA PARA O EXERCÍCIO JUSTO DA PROFISSÃO É ISSO QUE O NOSSO BRASIL PRECISA.

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  14. http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/adolescente-tem-ombro-operado-por-engano-em-belem/1930912/


    assita ao video do link e me responda se nos medicos formados no exterior que somos profissionais de qualificacao duvidosa? sem duvida devemos ter provas , mas para todos medicos que queiram exercer a medicina no nosso pais, como ja é feito em paises de primeiro mundo como por exemplo EUA, e alemanha!

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  15. Atentado a cidadania eh nao revalidar. revalidacao de diploma eh revalidacao de cultura.
    Veja o depoimento dos exilados academicos no blog: www.revalidacaobrasil.blogspot.com

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  16. Roberth Olivera Amarildo6 de maio de 2012 09:45

    Prezado Jail se não é seu caso graças a Deus mais não podemos ser tratados todos por negligentes, o que eu quis dizer e que existem como em todo canto desta terra universidades sem experiencia que estão formando médicos por centenas, disso sou testemunho, na minha terra apareceram universidades que nem o nome conheço ja nos anos de 1998 tinha de estudantes de ultimo ano das privadas que nem segurar uma pinça anatômica podiam e conhecimento teórico nem pensar então a isso que va minha reflexão. O caso em particular do link na reportagem é clara junto as declarações, ouve erro médico de procedimento da equipe no ato pre-operatório com certeza e durante a cirurgia, e com esse caso tenho certeza que vem se repetindo em vários Hospitais, Cabe ai sim aos CRM trabalhar de verdade.

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  17. SIMPLESMENTE VOU FAZER UMA CORREÇÃO IMPORTANTE . A NOTA DE CORTE DO REVALIDA FOI 7 E NAO 5 . ASSIM QUE POR FAVOR SE INFORMAR MELHOR ANTES DE ESCREVER SOBRE O ASSUNTO. OUTRA COISA SOU MÉDICO BRASILEIRO FORMADO EM UMA FACULDADE FEDERAL ESPANHOLA COM 7 ANOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL EM ESPANHA E PORTUGAL. ACHAM MESMO QUE NÃO SOU CAPAZ DE EXERCER NO BRASIL?. VAMOS SER PRETENCIOSOS MAS NÃO TANTO . TEMOS QUE REVER A FORMAÇÃO NO BRASIL ANTES DE CRITICAR AS DEMAIS.

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  18. Glauber,

    A informação do corte é das estidades médicas. Dos colegas que participam da Comissão de Acompanhamento. A nota de corte foi 06 em 2010. O MEC propôs baixar para 05 em 2011 e nós concordamos. Em respeito a vc vou me informar novamente e, se eu estiver errado, faço a ratificação.
    Fora do assunto: na internet, escrever em caixa alta significa gritar. Não acho que devamos debater assunto tão importante aos gritos.
    Abs.

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  19. O fato é o seguinte : Os bons médicos sabem o perigo de trabalhar sem condições.
    Enchendo o o mercado de médicos o governo conseguirá 2 coisas : 1) continuar enrolando a população. Pois medico bom, mesmo que formado fora, sabe que é perigoso trabalhar no SUS. Não dão condições e quando há problemas jogam a culpa exclusivamente no médico. 2) Fazer a seguinte seleção : Os ruins no SUS, os bons no setor privado.

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  20. Talves seja mais importante se informar bem antes de escrever do que se preocupar com o formato da letra mas atendendo ao vosso apelo retifico aqui a forma com escrevi. Aproveito então para pedir a vossa opinião sobre a possibilidade de todos os médicos formados no Brasil tambem serem submetidos a exame. Deixo
    claro que sou completamente a favor do revalida mas claro que justo e transparente sem a influência do corporativismo do CFM. Peço desculpas pela resposta tardia mas sou muito ocupado e me falta tempo para entrar na internete.

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  21. Glauber,
    São duas coisas diferentes. Revalidar é necessário para que o Brasil avalie os profissionais que aqui querem trabalhar.
    Somos tb favoráveis a avaliação de todos os cursos de medicina existentes no Brasil. Avaliação do corpo docente, discente e estrutura do curso. Aos 2, 4 e no sexto ano.
    Somos contrários a avaliação APÓS a formatura. Nosso curso é terminativo. Para médicos não cabe exame de ordem a semelhança dos advogados.
    Abs.

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  22. Dr. Felipe isso que vc mencionou é a pura da verdade: que os médicos estrangeiros podem até ir para o interior fazer uma miguelagem para conseguir o seu registro definitivo,mas quando eles conseguem na 1a oportunidade eles se mandam com suas famílias para os grandes centros urbanos. Eu digo isso por conhecimento de causa morei e trabalhei muitos anos no interior do amazonas...passaram vários médicos peruanos, colombianos, cubanos e bolivianos no hospital que trabalho. Enquanto eles estavam exercendo ilegalmente a atividade médica no interior sobre a tutela dos prefeitos eles ficam igual uns cachorrinhos acatando ordens e desordens do diretor do hospital que é indicado pelo prefeito que na maioria das vezes é uma auxiliar de enfermagem. Mas quando conseguem o seu registro somem de lá sem dá nenhuma satisfação...Deixam tudo e se mandam para Manaus,Pará e Sao Paulo, Rio de Janeiro. Vários que conheço estão aí no sul e suldeste numa felicidade que eu nunca via qndo estavam no interior. Todos esses médicos castelianos falam que o interior é só uma passagem do inferno, purgatório para o paraíso.

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  23. caro colega vc está muito mal informado sobre as condiçoes de trabalho do médico no interior...é uma verdadeira carnificina e um total tiro no escuro quando ao atendimento á populacao: administraçao de CETAMINA sem monitorização alguma (um tiro no escuro), pacientes com DOPC, ICC sem oxigenio, sem hidrocortisona ao menos...O medico preescreve medicamento básico nao existe nos posto de saude e nem pra vender...vc nunca tem folga é acordado a qualquer momento de domingo a domingo para atender sem qualquer remuneraçao...isso nao é caso isolado nao...ocorre em todos os interiores do amazonas...

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  24. Se vc é tão competente pq vc nao fez medicina em universidade pública no Brasil? Sou filho de agricultores decidi fazer medicina aos 20 anos de idade...demorei 5 anos pra passar (tbm recebi convite pra estudar medicina na Argentina, mas nao tinha grana nem pra comer ). Fui aprovado em dois vestibulares para Medicina em universidades pública. Hoje faço residência médica em clinica medica...nao há justificativa para o desespero pra querer estudar medicina a qualquer custo. .se vc fosse outro (com a competencia q vc se intitula) teria persistido e passado provavelmente numa publica...e nao estaria passando por essa chorumela....mostre sua competencia agora passando no REVALIDA esse é o seu vestibular que vc fugiu lá no início....

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  25. Pois entao meu caro Fernando, nao perca seu tempo me mandando aprovar no Revalida pois ja o fiz e na primeira oportunidade, e tambem saiba que aprovei em vestibular para medicina aqui no Brasil mas optei pela Argentina pelo desafio de estudar no exterior. A proposito, meu diploma ja foi revalidado pela UFSM.

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  26. É difícil entender a promiscuidade (medicina no Brasil e cursá-la na Argentina) mas tudo bem!!!Parabéns!!!Agora pare de ser mais um que vive chorando de barriga cheia...Não é justo pessoas obstinadas e decididas se materem estudando mais de 12 horas por dia para ser aprovado no vestibular de medicina...Abnegando tudo!!!passando todos os anos por frustraçoes qndo nao é aprovado...e continuamente juntar todas as suas estruturas para encarar novamente o mesmo desafio, anos após anos...E, em seguida quando consegue são mais 6 anos (7.500 horas) de avaliação a cada semestre, a cada disciplina, as avaliaçoes do governo (ENADE)entre outras coisas.

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  27. A promiscuidade como tu referiu( para mim isso se chama desafio) se deve ao fato de a medicina da Argentina ter ganho 2 vezes o premio Nobel de medicina, Bernardo Houssay (1947, Por sua descoberta do papel desempenhado pelo hormônio secretado pela hipófise no metabolismo do açucar) e César Milstein, (1984,Por explicar a formação de anticorpos.) enquanto aqui no Brasil nao passamos nem perto disto!!!! E quanto a carga horaria, minha faculdade passa das 7500 horas e o curso é dicidido em sete anos, sendo que cada ano é integral nao dividido em semestres como aqui no Brasil.

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