quinta-feira, 17 de maio de 2012

OMS: gastos em saúde no Brasil continuam abaixo da média do mundo

O Brasil pode ser a sexta maior economia do mundo, mas em termos de gastos com a saúde, o governo brasileiro ainda se equipara à realidade africana e destina ao setor menos do que a média dos governos pelo mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que não faltam médicos no País. Ainda assim, a proporção de leitos é inferior à média mundial e comparável a vários países africanos. O Brasil é ainda um dos 30 países onde a população paga de seu próprio bolso mais de 50% dos gastos de saúde.


Os números mostram que, na última década, as autoridades brasileiras incrementaram o orçamento destinado aos serviços de saúde. Este incremento, no entanto, não é suficiente nem mesmo para que o País chegue ao patamar da média mundial. A distância entre o que se gasta no Brasil com a saúde e o que se gasta nos países ricos é ainda ampla.


Segundo a OMS, em 2000 o governo brasileiro destinava 4,1% de seu orçamento para a saúde. Dez anos depois, a taxa subiu para 5,9%. A média mundial é de 14,3% e a taxa brasileira chega a ser inferior à média africana. Do total que se gasta no País com a saúde, 56% vem do bolso dos cidadãos e não dos serviços do Estado. Apenas 30 de 193 países vivem essa situação. Em 2000, a taxa era ainda pior, com 59% dos custos da saúde vindo do bolso do cidadão. Desta forma, a taxa de 56% está distante da média mundial, de 40%. Nos países ricos, apenas um terço dos custos da saúde são arcados pelos cidadãos.


Em uma década, o governo triplicou o gasto por habitante. Mas ainda assim destina a cada brasileiro apenas uma fração do que países ricos destinam a seus cidadãos. No Brasil no ano de 2000, o governo destinava em média US$ 107 pela saúde de cada brasileiro por ano. Em 2009, ao final da década, a taxa havia sido elevada para US$ 320,00. O valor é inferior aos US$ 549,00 que em média um habitante do planeta recebe em saúde de seus governos.


Nos países europeus, os gastos médios dos governos com cada cidadão chega a ser dez vezes superior aos do Brasil. Em alguns casos, como Luxemburgo, gasta-se mais de US$ 6,9 mil por cidadão, quase 25 vezes o valor no Brasil. Na Noruega, o gasto é similar, enquanto a Dinamarca destina 20 vezes mais a cada cidadão em saúde que no Brasil. Mesmo na Grécia, quebrada e hoje sem governo, as autoridades destinam seis vezes mais recursos a cada cidadão que no Brasil. Os dados, porém, são do início da crise.


Governos como os da Romênia, Sérvia, Arábia Saudita ou Uruguai também destinam mais recursos por habitantes que no Brasil.


Outro dado preocupante: o País conta em média com 26 leitos para cada 10 mil pessoas. Os indicadores se referem ao período entre 2005 e 2011. 80 países tem um índice melhor que o do Brasil, que está empatado com Tonga e Suriname. A média mundial é de 30 leitos por cada 10 mil habitantes. Na Europa, a disponibilidade é três vezes superior a do Brasil.


Em termos de médicos, o Brasil vive uma situação mais confortável. Segundo a OMS, são 17,6 médicos para cada 10 mil habitantes, acima da média mundial de 14 por 10 mil. Mas ainda assim a taxa é a metade do número que se registra Europa. Já na África, são apenas dois médicos para cada 10 mil pessoas.


 Fonte: Estadão on-line            

3 comentários:

  1. Além do baixo investimento, como agravante temos os desvios do recurso da saúde. Como profissional da área da saúde isto me deixa entristecida.

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  2. Gasta-se pouco com DOENÇA! Isto é verdade. Com SAÚDE, quase nada! Onde anda a MEDICINA ORTOMOLECULAR, que não deixa adoeçer? Nem regulamentada pelo CFM ainda foi!!! Eu, que a pratico, há 18 anos não adoeço! Quer coisa mais barata do que isto? Mas não atende os "anseios" DA FAMIGERADA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA INTERNACIONAL.Qual seria o destino dela se todo o mundo ficasse igual a mim, que há 18 anos não toma um remedinho siquer?
    jcarantes2@gmail.com

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    1. Muito interessante o texto do companheiro Waldir Cardoso, acima. Foi a ele a quem me dirigi anos atrás com uma observação sobre o absurdo da situação da saúde no Brasil, principalmente em relação da interferência da indústria farmacêutica internacional sobre a doença/saúde no Brasil. Esta minha carta-informação foi postada há 19 anos, 10 anos após eu iniciar com a Ortomolecular pelas mãos do mestre Dr./Professor Endocrinologista, Nutrólogo, formado nos EE.UU, Especialista em Medicina Esportista, Ortomolecular, Dr. Alexandre Meheb, do Rio de Janeiro. Há 29 anos, certo de que não viveria muito, fui procura-lo, pelas mãos de um primo, Rômulo Arantes, pai do campeão nacional de natação, Rômulo Arantes Filho. Supliquei ao mestre que não deixasse eu morrer, pois adoecia semana sim, semana não e já tentara tudo, através de muitos médicos, mesmo eu sendo de uma família de médicos. Hoje esta história já tem 29 (vinte e nove) anos. Esclareça-se: sou médico e professor universitário pela UFJF/MG. Para encurtar: sob a orientação do mestre conto 29 (vinte nove) anos que sem tomar nenhum REMÉDIO!!! São 28 anos sem adoecer! Ofereço inúmeros testemunhos para os incrédulos! Sou de cidade de porte médio e lá sou conhecido como níquel de torstão. Isto me valeu a alcunha de CAMPEÃO, dada pelo mestre. Meus primeiros 51 anos de vida foi de doenças. Tenho meus exames laboratoriais em condições excelentes, feitos em laboratórios de reputação nacional. Ainda assim o Brasil insiste em praticar quase só a MEDICINA DA DOENÇA, em detrimento da única medicina que não deixa adoecer, a MEDICINA ORTOMOLECULAR!!!

      João Carlos Arantes
      Médico (em atividade) - 78 anos

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