terça-feira, 19 de junho de 2012

Médicos da Santa Casa e da SESMA em greve

Médicos de Belém e servidores da saúde do Estado e do município se uniram nesta terça-feira, 19, em favor de melhores condições de trabalho e de salários mais dignos para os profissionais da saúde de Belém. Na Santa Casa, os médicos paralisaram atividades desde às 7h da manhã exigindo o cumprimento de acordos celebrados com a instituição que não foram colocados em prática. A paralisação uniu médicos e servidores de outras áreas da Santa Casa e teve o apoio dos servidores do Hospital do Pronto Socorro Municipal, em greve há nove dias.


Cerca de 500 médicos trabalham na Santa Casa de um total de 3.000 servidores. A falta de isonomia salarial e diálogo com a instituição é a maior queixa dos médicos, que querem também melhores condições de trabalho. Outra reivindicação é o pagamento da GDI, gratificação de desempenho que é paga periodicamente e depende diretamente dos repasses do município à direção da Santa Casa.


A paralisação de advertência da Santa Casa começou por volta das 7h com faixas e carro som instalados no portão central do Hospital na Generalíssimo Deodoro. Médicos paralisaram as atividades no hospital para fortalecer a luta da categoria. O movimento também ganhou o reforço dos servidores do hospital do Pronto Socorro da 14, que estão em greve há nove dias e apoiaram o movimento por mais verbas para a saúde. Um caixão com a saúde de Belém e outro com a GDI da Santa Casa foi guiado pelos manifestantes pelas ruas em torno do complexo dos hospitais gritando palavras de ordem, exigindo um posicionamento do Prefeito de Belém sobre os problemas.


SESMA


Amanhã, 20, os servidores da Sesma também entram em greve por melhores condições de trabalho e melhores salários no município. Comandos de greve serão instalados nos postos mais movimentados da cidade e nos dois hospitais de urgência e emergência administrados pela Prefeitura de Belém – o Mário Pinotti, da 14 de março e o Hospital do Pronto Socorro do Guamá. O Samu e a Estratégia Saúde da Família também devem sentir impactos da paralisação, que será por tempo indeterminado.


A decisão pela greve foi tirada em assembleia geral realizada na quarta-feira, 13, no Sindmepa, quando os médicos decidiram parar atividades também por melhores condições de trabalho nos Prontos-Socorros do Umarizal e Guamá e Unidades Municipais de Saúde (UMS) de Belém. O diretor do Sindmepa, Wilson Machado, informou que a categoria está em estado de greve desde o início de maio. Foi enviado um documento com as reivindicações à Secretaria de Saúde, mas nenhuma solução viável foi apresentada pela secretária, que reuniu ontem com os diretores do Sindmepa, mas não apresentou soluções viáveis que evitassem a greve. Além de melhores condições de trabalho - que inclui melhores instalações, equipamentos e medicamentos - os médicos querem ainda a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos, em tramitação há oito anos na Secretaria Municipal de Administração. O salário base dos médicos na Sesma é o salário mínimo, acrescido de gratificações, muitas das quais sem reajuste há bastante tempo.


Fonte: SINDMEPA       

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