quinta-feira, 30 de agosto de 2012

FENAM reúne com Ministério do Planejamento para discutir reajuste dos médicos federais

Hoje a tarde, após um belo chá de cadeira, a FENAM teve reunião com o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Sergio Mendonça.


O MPOG confirmou que os médicos estão dentro do reajuste que foi oferecido aos demais servidores. Na verdade o reajuste é fixo em valor total de R$ 1.000,00 para   40 horas dividido em três parcelas anuais até 2015, independente do valor da gratificação recebida pelo médico federal (metade para 20 horas). Esta foi a única notícia boa que podemos extrair da reunião. O desconto que os médicos federais terão em setembro decorre de erro do governo. Foi pago aos médicos os valores das gratificações de outras carreiras. Os médicos tem gratificação menor...


Na reunião ouvimos que o governo considera que a jornada de 20h dos médicos é um privilégio descabido e que a MP 568 viria corrigir esta falha reduzindo a remuneração dos médicos em 50%. Rebatemos que a jornada de 20h é uma conquista histórica e que a remuneração da categoria, na verdade, está muito defasada.


Como já me referi, a nova gratificação (GDM) é menor que a estabelecida para as demais categorias de nível superior o que se revela uma gritante discriminação. Ao final da reunião conseguimos assegurar o estabelecimento de uma mesa de negociação direta entre o MPOG e a FENAM pois deixamos claro que os médicos não são representados pelas entidades gerais. A primeira reunião deverá acontecer em setembro, mas dependerá de autorização dos escalões superiores do governo. Do nosso lado dependerá da construção de um movimento forte com os médicos federais com assembleias, atos públicos e manifestações. Nesta reunião - quando ocorrer - deveremos apresentar a pauta de reivindicações dos médicos federais. Deixamos na mesa, desde já, a equiparação da GDM com os demais servidores e discutir a Carreira Médica.


Após a reunião no MPOG realizamos um encontro dos sindicatos médicos na FENAM para avaliação. Concluímos que a reunião foi importante mas não avançamos nada. Teremos que ter muita luta para reconquistar terreno perdido com a estratégia da MP 568 (um verdadeiro "burro na sala"). Deliberamos realizar assembleias de médicos federais em todos os estados nos próximos 15 dias; realizar um encontro jurídico para tentar contestar judicialmente a diminuição das gratificações e; trabalhar no parlamento cobrando dos negociadores do governo por ocasião da MP 568 (Senador Eduardo Braga e Deputado Arlindo Chinaglia) o compromisso de viabilizar uma mesa de negociação dos médicos diretamente com o palácio do planalto.


A meu juízo, os médicos, teremos que ir para as ruas para pressionar o governo. Só assim qualquer mesa de negociação será instalada e poderemos ter a perspectiva de algum ganho para a categoria. Governos - de qualquer cor - só respeitam trabalhadores mobilizados.


                                                      

Um comentário:

  1. Waldir, não é "burro na sala" é "bode na sala". Tirante a brincadeira, excelente que nossa entidade se mantenha ativa e de olho vivo. Ininteligível que um governo com forte influência sindical negue as conquistas de nossa categoria. Enquanto outras profissões lutam e conseguem redução de carga horária, o Ministério do Planejamento quer aumentar a do médicos.

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