sábado, 10 de novembro de 2012

Prestando contas aos médicos e à sociedade

É muito comum ouvir dos colegas médicos criticas contundentes a atuação e resultados obtidos pelas entidades médicas na defesa dos interesses da categoria. De fato, se analisarmos as principais questões de interesses dos médicos, não temos obtido grande sucesso. Vejamos: salário mínimo profissional, abertura indiscriminada de escolas médicas; regulamentação da medicina; plano de cargos, carreiras e salários; carreira de estado; revalidação de diplomas obtidos no exterior; programas de residência para todos os egressos; avaliação dos cursos de graduação existentes; exercício da medicina na saúde suplementar; honorários do trabalho autônomo para o SUS, dentre outras.


Para cada uma destas pautas as entidades tem estabelecido estratégias e desenvolvido ações diuturnas e em um debate sobre cada uma delas eu poderia historiar avanços, recuos, vitórias e derrotas pois tenho acompanhado de perto estes esforços pela minha atuação no movimento médico e, particularmente, nos últimos anos, nas entidades médicas nacionais FENAM e CFM.


Fui durante quatro anos Secretário de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos. Dei continuidade ao trabalho desenvolvido pelos meus antecessores no cargo. Discussão basilar no nosso setor era "como chegar ao médico?". Como fazer chegar aos colegas a informação das atividades e esforços da diretoria da FENAM? Na Federação, com poucos recursos financeiros, optamos pelas redes sociais e temos investido muito trabalho nesta estratégia com bons resultados.


Entretanto, o fato concreto é que as entidades não conseguem ter sucesso em fazer chegar as informações a todos os médicos e, mais ainda, interagir com a categoria. Trazendo essa dificuldade para a atuação dos dirigentes, o problema se avoluma. Se as entidades não conseguem dar conhecimento à corporação de suas atividades que dizer de um dirigente singular.


Entendo que os médicos tem direito de saber o que fazem os seus representantes e ser um dever dos dirigentes até porque todas as atividades são financiadas pela categoria.  Neste sentido, enquanto dirigente sindical e como representante do Pará no Conselho Federal de Medicina (CFM) decidi dedicar um tempo a construir e escrever este blog. Uma forma barata de comunicação mas que me toma tempo considerável. É que este blog, mal comparando, se assemelha ao Jornal Pessoal do Lúcio Flávio Pinto. No aspecto de que é feito totalmente por mim. Não tenho assessores como alguns pensam (rsrsrs). Não escrevo todas as publicações, é claro. Reproduzo muitas matérias e uso informações das entidades e da mídia em muitos posts, declinando a fonte, evidentemente. Mas também escrevo sobre reuniões e atividades que participo. Que sejam de interesse dos colegas e cujo conteúdo ou resultado rendam um post informativo. Uso também o twitter (@waldircardoso) para informações curtas ou para relatar eventos que participo. O twitter é uma ferramenta interessante porque com o celular posso postar de todos os lugares no país, exceto no interior da amazônia e talvez no alto sertão do nordeste, não sei. Uso também o Facebook.  Em todos procuro não só apresentar o conteúdo mas interagir com aqueles que comentam ou respondem as postagens.


Em dezembro próximo vou completar 1 ano como membro titular do CFM. A riqueza de debates e conteúdo que passei a ter oportunidade de vivenciar foi fantástica. Desejo dividir com os colegas esta experiência. Temos reuniões mensais que tomam três dias de intenso trabalho. No esforço de prestar contas do meu trabalho que, insisto, considero uma obrigação, e na certeza de estar contribuindo para que os colegas médicos conheçam um pouco mais do trabalho desenvolvido pelo Conselho Federal de Medicina, decidi, que após cada reunião plenária, vou produzir um post com o resumo dos principais acontecimentos, debates e decisões tomadas pelo Plenário. Espero que os colegas participem com comentários oferecendo críticas e sugestões. Começarei amanhã. Aguardem o post.


                                                                                                                                                                                                                                                 

P.S. Prestando Contas é o nome do Blog do colega Renato Fonseca, representante do Acre no CFM. Recomendo uma visita. Acesse AQUI.

8 comentários:

  1. Todos nós médicos somos sabedores das dificuldades de união e informação da categoria. Gostaríamos de saber quais são esta rígidas regras internas para divulgação de informações da autarquia CFM. Na nossa opinião as entidades médicas representativas FENAM, CFM e AMB só precisam conquiastar uma única necessidade da categoria o cumprimento e aprovação nacional do piso salarial FENAM e o Plano de Cargo, Carreira e Salários que está a mais ou menos vinte anos sendo projetado no Ministério da Saúde em Brasília,e,. não precisa ser feito já está a muito tempo´. Só falta ser executado, só isso. O resto se ajusta automaticamente.

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  2. Regras internas de impedimento à divulgação das ações em benefício dos médicos, regras estas impostas por "colegas" os quais foram escolhidos através de voto livre, contrariam toda e qualquer boa regra do Estado Democrático e de Direito. È colocar os médicos que os elegeram na posição de débeis mentais, incapazes de opinar e dirigir os seus destinos.
    Explica, mas não justifica.

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  3. Carlos,
    Não podemos divulgar o conteúdo de Resoluções até que estejam publicadas no DOU. Os julgamentos são, naturalmente, sigilosos. Mas debates e encaminhamentos não tem problema nenhum.

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  4. Gláucio, vou retirar estas "rígidas regras" do texto. Quis me referir ao fato de Resoluções só poderem ser divulgadas após serem publicadas no Diário Oficial da União. Os julgamentos de Câmara ou de Pleno também não podem ser divulgados. Estão protegidos por segredo de justiça. Abs.

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  5. Waldir, parabéns pelas suas iniciativas e principalmente pela participação no movimento médico nacional. Sua atuação tem um valor inestimável. Realmente a nossa classe não tem tradição de luta e a conciencia da nossa força de trabalho. Mas vejo que isto tem mudado. Continue sua missão e tenho esperanças que vamos colher bons frutos dessa batalha.
    Cordialmente. Marcio Fortini (Diretor de defesa profssional da AMMG e membro da Comissão de Defesa profissional da ABORLCCF.

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  6. Marcio, muito obrigado pelas palavras de incentivo. Você, como dirigente, sabe o quanto trabalhamos em defesa da classe. Precisamos, cada vez mais, divulgar isso. Forte abraço.

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  7. Meu caro Waldir, parabéns pela iniciativa. Devemos sempre insistir na formação da consciência cidadã de nossa categoria que no cotidiano massacrante muitas vezes se afasta da luta e não conhece os esforços das entidades médicas para nossas conquistas. Continue seu trabalho com a dedicação e transparência que sempre foram suas características. Grande abraço.

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  8. Obrigado pelas palavras de incentivo, Comandante Cristiano. Forte abraço.

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