terça-feira, 14 de maio de 2013

Como é o REVALIDA em outros países


EUA
O USMLE é dividido em 3 etapas, e é o seu desempenho no conjunto delas que provará às autoridades norte-americanas que está preparado para ser um médico, capaz de colocar em prática todo o conhecimento e os conceitos básicos da profissão de maneira ética.
A primeira etapa consiste em uma prova teórica de 322 questões, com 8 horas de duração, que é realizada pela internet. A maioria dos estudantes americanos a prestam ao final no segundo ano de faculdade, pois ela testa se o médico conhece os princípios da ciência básicos para a prática da medicina e é capaz de executá-los em teoria.
A segunda etapa é dividida em dois passos: o primeiro passo é chamado de 2CK e consiste em outra prova teórica, desta vez composta por 352 questões de múltipla escolha que devem ser realizadas em uma duração de até 9 horas. É um desafio maior do que a primeira etapa, pois determina se o médico tem o conhecimento essencial para prestar assistência aos pacientes, e apresenta questões complexas, com assuntos distintos apresentados aleatoriamente. Ou seja, você tem que ser capaz de mudar ‘dá água para o vinho’ sem perder a linha de raciocínio nem gastar tempo demais. Para piorar, a prova é cheia de ‘pegadinhas, pois algumas questões apresentam mais de uma alternativa correta, só que apenas uma das respostas é considerada a ideal.
O segundo passo, chamado 2 CS, consiste em 8 horas de teste ao vivo que simula um dia típico em uma clínica ou um hospital norte-americano. Ou seja, você atenderá pacientes fictícios (atores treinados) e precisará provar que é capaz de se comunicar com eles com clareza e de maneira profissional, além de analisar os casos que lhe forem apresentados, requisitar os exames corretos, informá-los sobre qualquer diagnóstico, responder suas perguntas…
Por fim, a terceira etapa é um teste de 500 questões realizado em até dois dias de duração, que mistura todos os conhecimentos que um médico deve ter em uma complexidade ainda maior do que as provas anteriores.
Na União Europeia
Segundo um site espanhol, para praticar medicina na UE você deve pelo menos ser especialista em alguma Grande área médica. Ou seja, você já deve ter cursado residência ou ter título de especialista em Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina de Família, Pediatria, Ortopedia…
Outra forma seria uma PROVA equivalente a dos concursos de residencia médica brasileira para realizar um programa que o especializaria na requerida área.

França, informações no site do CREMESP: AQUI

No Reino Unido: Ver AQUI
Na Austrália
§  Etapa 1: Aprovação no teste de proficiência em inglês*( IELTS).
§  Etapa 2: Apresentação do programa de ensino sobre o sistema de saúde australiano.
§  Etapa 3: Aprovação nos exames da Australian Medical Council.
§  Etapa 4: Obtenção do Registro Temporário.
§  Etapa 5: Trabalho supervisionado.
§  Etapa 6: Obtenção do Registro Geral

No Canadá
§  MCCEE: obrigatório somente para médicos formados no exterior. Médicos canadenses não precisam passar nesse exame.
§  MCCQE part 1: obrigatório para todos os médicos, tanto para os formados no Canadá quanto no exterior.
§  MCCQE part 2: obrigatório para todos os médicos, tantos para os formados no Canadá quanto no exterior.
Em Ontário existem 2 outras exigências a serem completadas antes que se possa conseguir o registro profissional:
§  Residência médica em uma Universidade Americana ou Canadense;
§  Titulo de especialista na área de especialização, no meu caso titulo de especialista em Family Medicine obtido após prova escrita e oral junto ao College of Family Physicians of Canada.

No Chile
Há um acordo na Universidad do Chile, que permite a validação do diploma dos países latino americanos sem uma prova. É necessário enviar os documentos requisitados que incluem toda a carga horária para cada matéria, assim como os conteúdos abordados. Da mesma forma é pedido a mesma carga horária do internato. Caso não haja adequação do currículo do requisitante com as exigências da faculdade, será realizada uma prova semelhante à brasileira uma prova comprovar a aptidão daquele que quer exercer medicina naquele país. A taxa de reprovação foi de 79% no ano passado.
Na Costa Rica
Necessário a homologação da Univercidad de Costa Rica. O exame que a universidade requisita é composto de 100 questões gerais,provas práticas, e proficiência na língua. Há uma alta taxa de reprovação.

2 comentários:

  1. No Brasil você é militante do PT, vai pra Cuba e volta sem precisar de prova nenhuma, pra que melhor? UMA VERGONHA!

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  2. Esqueceu de colocar que os médicos formados nesses países também passam por provas de conhecimento o que no Brasil correm e brigam em prol do Revalida! Não tenho nada contra o revalida, na verdade sou a favor de uma prova justa para medir o nível do profissional, mais que essa medição seja feita de acordo com nível de profissionais do Brasil, sendo necessário que os recém formados passem por uma prova parecida para que a prova seja empírica e factível por recém formados !!!!

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