terça-feira, 23 de julho de 2013

Carta dos médicos aos brasileiros

Os médicos brasileiros, enfrentamos o maior ataque a nossa imagem e dignidade já perpetrados por qualquer governo em todos os tempos. Nunca fomos tão desrespeitados. Ao mesmo tempo a medicina brasileira nunca esteve tão ameaçada. O Sistema Único de Saúde (SUS), tão perfeito no papel, pode estar condenado a nunca se tornar realidade de acordo com a Constituição e a Lei 8080. E, principalmente, tão em risco a assistência médica da população. Esta agressão teve o efeito de nos unir. De norte a sul estamos indignados. E vamos à ação.

O que o governo Dilma quer, com o Programa Mais Médicos do jeito que está, é acabar com a garantia de que, uma parte da população, quando doente, seja atendida por médicos qualificados. Como há escassez de médicos no interior do país, principalmente, no Norte e Nordeste, quer trazer médicos do exterior sem atestar sua qualificação. E pior, se recusam a garantir que os médicos brasileiros que aceitarem a proposta do governo de ir para o interior tenham condições de trabalho para prestar atendimento digno à população.

O governo usa de sua máquina de comunicação para iludir os brasileiros. Tem, nesta tarefa, o apoio, de prefeitos e maus gestores de saúde. Para estes, basta jogar o médico, no interior, de qualquer jeito. Assim, darão uma satisfação ao povo e a Dilma se reelege em 2014.

Para vencer esta máquina milionária de propaganda, que usa o nosso dinheiro para seus objetivo eleitoreiros, a arma está em nossas mãos. Atendemos, diariamente, milhões de pacientes em todo território nacional. Temos que conversar com cada doente que atendermos. Com seus acompanhantes. Esclarece-los.

Para auxiliar nesta tarefa o Comitê Nacional de Mobilização elaborou a carta abaixo para ser copiada e entregue aos nossos pacientes. Cada médico pode baixar o arquivo e copiar diretamente do seu computador. E entregar ao seu paciente após cada consulta e nos hospitais. Cada um fazendo a sua parte venceremos esta guerra. Juntos, somos fortes! 

Baixe o arquivo, com a carta, AQUI. Abaixo, o texto completo.




Gastão Wagner: A saúde, o SUS e o programa “mais Médicos”

Gastão Wagner de Souza Campos é um ícone da reforma sanitária. Graduado em medicina em 1975, especialista em saúde pública pela USP, mestre e doutor. Ex-Secretário Municipal de Saúde de Campinas, autor de vários livros, atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Campinas. E um insuspeito militante petista.
Dr. Gastão Wagner publicou artigo no Blog SaúdeBrasil onde analisa as propostas do governo constante no Programa “Mais Médicos”. Reproduzo pela acurácia da análise. Faltou declinar sua opinião sobre a revalidação dos diplomas dos estrangeiros e graduados no exterior. Leia abaixo:

“O programa “Mais Médicos” apresentado pelo governo federal é uma tentativa de responder ao movimento social dos últimos meses. O projeto tem quatro propostas principais que objetivariam melhor a qualidade da política pública de saúde e do SUS.
Essa iniciativa levanta temas que merecessem apoio, mas, ao mesmo tempo, traz vários aspectos que não deverão ser apoiados por aqueles interessados no bem-estar dos brasileiros.
Merece nosso apoio o propósito de “contratar” 10 000 médicos para a rede de atenção básica (primária), particularmente, em postos localizados em regiões de grande vulnerabilidade social e sanitária, tanto em municípios pequenos ou médios quanto na periferia dos grandes centros. A extensão da atenção primária à saúde em geral, e da Estratégia de Saúde da Família, para mais de 90% dos brasileiros, nunca foi assumida como meta por nenhum governo federal ou estadual. Vários políticos haviam desistido da Saúde da Família, haviam se encantado com a substituição desse modelo pela demagogia das Unidades de Pronto Atendimento. Então, louvor ao propósito do governo federal de apoiar os municípios para provimento de médicos.
Entretanto, não merece nosso apoio a forma de “contrato” indicada pelo governo. Em realidade, é um contrato ilegal e as condições de recrutamento parecem inventadas para “espantar” os eventuais candidatos. Primeiro, porque se trata de um “contrato” provisório, três anos, prorrogáveis por mais três. O que significa que os médicos deverão deixar todas suas atividades – plantões, consultórios, etc. – para algo que terminará e o deixará com uma mão à frente e outra atrás. O governo federal dá um péssimo exemplo ao insistir em recrutar pessoal de maneira canhestra, a margem da lei, sem segurança ao profissional. As contratações precárias são um dos principais problemas do SUS hoje. Por que não propor uma carreira para os médicos da atenção básica? Uma carreira do SUS, com cofinanciamento da União, estados e municípios. Fazer concursos por estado da federação. Criar um interstício de cinco anos em que o médico estaria obrigado em permanecer no posto. Depois, antes de outro concurso, ele poderia escolher outra localidade ou outro posto. Como ocorre com juízes e promotores, há município sem juiz?  A queixa das entidades médicas em relação ao modelo de contratação tem sentido e conduzirá o programa ao fracasso. Além do mais já é hora de criar-se uma política de pessoal decente para o SUS. Temos recursos e proposições factíveis que combinam a cobrança de responsabilidade sanitária, para médicos e outros profissionais, com autonomia profissional." (Continua)
Baixe o artigo completo AQUI.
segunda-feira, 22 de julho de 2013

Governo lança edital para exame Revalida 2013

O governo federal publicou na edição de segunda-feira, 16, do Diário Oficial da União o edital do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituições de Educação Superior estrangeiras (Revalida), em que detalha a realização da prova em 2013. O exame é obrigatório para médicos de fora do Brasil e brasileiros que cursaram medicina em instituições estrangeiras e desejam trabalhar no País. 

O exame será dividido em duas etapas, com três provas: objetiva, discursiva e um teste de habilidades clínicas. As provas escritas - objetiva e discursiva - serão aplicadas no mesmo dia, em 25 de agosto. A prova de habilidades clínicas, quando os examinados terão de realizar tarefas específicas ao longo de um intervalo de tempo determinado, será aplicada nos dias 19 e 20 de outubro. Os participantes poderão escolher em que cidade farão a prova escrita, mas o governo já informou que a avaliação clínica será realizada em Brasília.
Revalida 2013
PROVA
NÚMERO DE QUESTÕES
CARÁTER
DATA
Escrita objetiva
110
Eliminatório
25 de agosto
Escrita discursiva
5
Eliminatório
25 de agosto
Habilidades clínicas
10 (estações)
Eliminatório
19 e 20 de outubro








As inscrições podem ser feitas exclusivamente via internet, no site do Revalida, entre 15 e 30 de julho, de acordo com o edital. No começo desta manhã, a página ainda não permitia a inscrição, mas até as 10h a falha havia sido corrigida.
O participante deverá pagar R$ 100 para participar da primeira etapa da avaliação; se aprovado, pode participar da segunda etapa, cuja taxa de inscrição é de R$ 300.
sábado, 20 de julho de 2013

ABEM pede rejeição da MP 621

A Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), entidade reconhecida como de utilidade pública, que congrega em seu seio mais de 140 escolas médicas associadas, alguns milhares de associados individuais docentes e discentes, além de associados especiais como a Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade  (SBMFC), entre outras, há 50 anos está comprometida com o desenvolvimento da educação médica no país, visando à formação de um profissional capaz de atender às necessidades de saúde da população, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.


Por esta razão, a ABEM vem a público manifestar que continuará contribuindo, de maneira democrática e construtiva, com os processos de avanço em educação e saúde. Assim:

  1. Manifesta-se contrária à forma autoritária com que foram decididas as medidas do Programa “Mais Médicos” pelo Governo Federal, sem consulta prévia às entidades e escolas médicas;
  2. Reitera seu posicionamento favorável ao REVALIDA, nos moldes atuais, como instrumento de revalidação de diplomas médicos obtidos no exterior;
  3. Manifesta-se contrária ao aumento da duração do curso de graduação em medicina para oito anos;
  4. Destaca que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Medicina já determinam a formação prática nos três níveis de assistência no SUS;
  5. Ressalta que, para diminuir a carência de médicos no SUS, faz-se necessário um plano de carreira, uma política salarial e melhores condições de trabalho com responsabilização dos gestores;
  6. Defende a oportunidade de Residência Médica de qualidade para todos, com distribuição de vagas em função das necessidades sociais.
  7. Manifesta-se contrária à abertura indiscriminada de vagas de graduação em medicina.
Conscientes de que o Brasil enfrenta graves problemas de financiamento, gestão, provimento e fixação de profissionais na área da saúde, A ABEM entende que a Medida Provisória no. 621 não soluciona esses problemas. 


Portanto, a ABEM defende a rejeição da Medida Provisória nº 621 e conclama toda a sociedade para discutir as questões relacionadas à educação médica e propor soluções, como tem feito ao longo das últimas décadas.


São Paulo, 16 de julho de 2013.

Fonte: ABEM


sexta-feira, 19 de julho de 2013

CAP analisa MP 621 e propõe mudanças

No dia 08.07 a Presidente Dilma editou a MP 621 e lançou o Programa “Mais Médicos”. Os documentos foram publicados no Diário Oficial da União  e incluem, além da medida provisória, que institui o programa, decreto criando comitê de monitoramento das ações, portaria dos ministérios da Saúde e da Educação com as diretrizes para a implementação do programa e dois editais, um para adesão de entes federados e outro para adesão de médicos.

Nos dias 10 e 11 participei do esforço das entidades médicas (CFM, FENAM e AMB), através da Comissão de Assuntos Políticos, de analisar a Medida Provisória a fim de propor alternativas aos parlamentares, como contribuição. Foi um trabalho exaustivo, mas gratificante. No final, chegamos à conclusão que o ideal é a rejeição da MP e a discussão da matéria através de um Projeto de Lei. Não identificamos a urgência necessária, legalmente, para a edição de uma Medida Provisória. Além disso, as mudanças propostas são radicais em determinados pontos, como é o caso da ampliação do curso de medicina de 06 para 08 anos. Assim, nossa sugestão preliminar aos parlamentares foi pedir a rejeição, pura e simples, da MP, na íntegra.

Em que pese nossa opinião sobre a falta de urgência, a Comissão Mista que será escolhida para fazer a análise preliminar e elaborar o projeto de conversão, pode decidir diferente e aceitar a MP. Para esta hipótese elaboramos 24 propostas de emendas.

A íntegra das propostas foi encaminhada à parlamentares que tem sido sensíveis às nossas causas no Congresso Nacional. Solicitamos a análise das proposições e a apresentação daquelas que considerassem pertinentes. No fechamento do prazo de cinco dias para a apresentação de emendas, constatamos que foram apresentadas 567 proposições. Provavelmente, algumas de nossas sugestões foram acatadas.

Transcrevo a introdução do documento contendo as propostas de emendas:

As entidades médicas nacionais entendem que a solução para os graves problemas de saúde do país passa, obrigatoriamente, pelo aumento do financiamento e melhoria da gestão. Especificamente no que tange ao provimento de profissionais médicos em áreas remotas, de difícil provimento e periferia das grandes cidades, a solução estruturante é a adoção da Carreira de Médico de Estado e oferta de condições de trabalho adequadas ao exercício da medicina.

A presente Medida Provisória busca resolver de forma açodada e sem discussão um conjunto de medidas que impactam o exercício da medicina e altera, de forma radical, o processo de formação do médico no país.

Outrossim, em que pese a relevância dos problemas existentes, e que a Medida Provisória busca resolver, data vênia, não vislumbramos a urgência que impeça aprofundada discussão no parlamento.

Pelo exposto, entendemos que a rejeição da Medida Provisória é necessária e abre caminho para a discussão e adoção de medidas estruturantes que resolvam, definitivamente, o problema.”


Baixe AQUI o documento completo e conheças as propostas apresentadas pelas entidades médicas nacionais ao parlamento.

Aumento do tempo do curso de medicina é um "bode na sala"

Tomei conhecimento de reunião que aconteceu na última terça feira, 16, entre o Ministro da Saúde e da Educação, respectivamente, Alexandre Padilha e Aloisio Mercadante, e representantes das Universidades Públicas que tem curso de medicina.

O objetivo da reunião foi apresentar ao aparelho formador o Programa “Mais Médicos”, sendo que o fulcro foi a mudança do curriculum e o aumento do tempo do curso de medicina de seis para oito anos. O Ministro da Educação fez uma longa exposição defendendo as medidas apoiado pelo titular da saúde. Ratificou que a inspiração das medidas é o modelo Inglês.

Como já sabemos as medidas foram tomadas, manu militari, pelo governo da presidente Dilma que não discutiu com nenhuma entidade da sociedade civil (entidades médicas e ABEM, p. ex.) ou com outros órgãos públicos que tem relação com a matéria, como são, obviamente, as universidades.

Poucos se manifestaram na reunião. O que sabemos é que as Universidades de São Paulo, UNIFESP, Goiás e Rio Grande do Sul já tem posição contrária. No final da reunião foi constituída uma Comissão sem que tenha ficado claro de sua função. O cheiro é que a Comissão seja para “inglês ver”. 

É possível inferir que, pelo impacto das medidas na educação médica e no funcionamento das Universidades, o aumento do tempo do curso de medicina parece ser o “bode na sala”. Verdadeira "cortina de fumaça" que Dilma, orientada pelo marqueteiro João Santana, quer usar para desviar atenção do que é mais importante para o governo:  abrir a porteira do país para médicos estrangeiros sem revalidação dos diplomas. Pura ação midiática para manter a sociedade, parlamentares e médicos discutindo este absurdo, desviando o foco para o caos da saúde que vivenciamos diuturnamente.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Comissão mista vai analisar veto presidencial à Lei do Ato Médico

Foram definidos ontem, quarta-feira (17) os parlamentares que vão integrar a comissão mista destinada a relatar o veto parcial da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico (12.842/13), aprovada pelo Senado no mês passado.
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 268/02, que tramitou por quase doze anos no Congresso e gerou muita polêmica, sendo tema de 27 audiências públicas, regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como a prescrição de medicamentos e o diagnóstico de doenças.
A presidente vetou o item que atribuía exclusivamente aos médicos o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos. Também foi vetada a parte da proposta que incluía os procedimentos invasivos entre os privativos de médicos.
Para compor a comissão foram designados os senadores Gim (PTB-DF), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e Romero Jucá (PMDB-RR). Os deputados escolhidos para o colegiado foram: André Vargas (PT-PR), Arnon Bezerra (PTB-CE), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e Eleuses Paiva (PSD-SP).

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Manifesto da SBP contra o Mais Médicos e os vetos ao Ato Médico

A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) torna público o seu protesto contra o programa “Mais Médicos” do MS e os dez vetos presidenciais à lei do ato medico.  Os diretores da SBP, bem como seu corpo associativo, ao lado do CFM, FENAM, AMB e demais sociedades de especialidade protestam enfaticamente contra a vinda de médicos estrangeiros e a abertura de mais vagas em escolas médicas, na certeza de que essas medidas irresponsáveis penalizarão a parcela mais carente e vulnerável da população, colocada à mercê de profissionais mal formados e desqualificados.

 A SBP repudia veementemente os vetos presidenciais à lei 12842 (ato médico) por considerar inalienável a responsabilidade do médico pelo diagnóstico de doenças e prescrição de respectivos tratamentos. É imprescindível que a multidisciplinaridade seja preservada dentro do estado de direito vigente no país, de forma que os demais profissionais da saúde continuem a atuar dentro do escopo de suas respectivas legislações.

A SBP apoia as mobilizações médicas para a recuperação do texto egresso do Congresso Nacional, na certeza  de que este utilizará as suas prerrogativas constitucionais para derrubar os vetos que agora deformam a Lei da Regulamentação da Medicina. Assim, poderá a Lei 12842 (ato médico) ser aplicada em benefício do povo brasileiro - merecedor de atendimento médico digno, competente e confiável.
São Paulo, 15 de julho de 2013

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA (SBP)


A Sociedade Brasileira de Patologia também divulgou documento em que chama a atenção dos laboratórios para a necessidade da observância da Lei Lei 12.842 de 11 de julho de 2013, que inclui os exames anatomopatológicos (AP) no rol das atividades privativas dos médicos (art. 4º, inciso VII). A SBP  adverte que para o recebimento de exames AP, em estabelecimentos sem estrutura operacional e médico patologista para a realização desses procedimentos diagnósticos. Para ler o conteúdo completo, acesse o link AQUI e baixe o documento.

Médicos brasileiros tem até dia 25/07 para se inscrever no Mais Médicos

O governo federal lançou mais um programa na tentativa de atrair médicos para as periferias das grandes cidades e para os rincões do país. Desta vez, através da Medida Provisória que legaliza a entrada de médicos estrangeiros sem avaliar sua competência. De quebra, amplia o curso de medicina de 06 para 08 anos sem discutir com ninguém. Continuamos insistindo que só a Carreira de Estado irá resolver de forma duradoura e estruturante a carência de médicos no interior.

Desde sempre as entidades médicas reclamam que, antes de se trazer médicos estrangeiros de formação duvidosa, deveria ser garantida a oportunidade de médicos brasileiros participarem. Temos convicção que se as condições de trabalho garantirem o mínimo para o exercício ético da profissão não vai faltar candidatos. O governo está atendendo este reclamo, embora num prazo curtíssimo. Tal pressa denuncia o caráter eleitoreiro das medidas e pode ser uma armadilha para "comprovar" o desinteresse dos médicos brasileiros. É público que Dilma quer porque quer ter uma marca de governo. Escolheu a suposta falta de médicos. Pode se arrepender, amargamente.

O fato concreto é que os médicos brasileiros ou estrangeiros com diploma revalidado podem se inscrever para participar do programa até o dia 25 deste mês. O cadastro deve ser realizado pelo Sistema de Gerenciamento de Programas do Ministério da Saúde, neste endereço eletrônico. Os médicos selecionados pelo programa receberão bolsa no valor de R$ 10 mil mensais e auxílio deslocamento, de acordo com a localidade onde for atuar. Vamos tentar modificar a Medida Provisória 621, no Congresso, para transforma esta bolsa em contrato de trabalho a fim de garantir os direitos sociais dos médicos participantes.

O número de vagas disponíveis vai depender da demanda a ser apresentada pelos municípios e terão prioridade para o envio de médicos as periferias de capitais e regiões metropolitanas onde há carência, além de pequenos municípios, especialmente nas regiões de fronteira, que ficam na região amazônica ou com populações indígenas ou rurais.

Recomendo aos colegas que decidirem aderir que mantenham estreito contato com as entidades médicas, particularmente com os sindicatos. Precisamos de informações sobre as condições de trabalho e tudo o mais que possa representar dificuldade para o exercício profissional. No Pará acesse através do sitewww.sindmepa.org.br, e use o "fale conosco" ou ligue (91) 9989-3386 (SOS SINDMEPA).

terça-feira, 16 de julho de 2013

Constituída Comissão Mista para parecer à MP 621 (Mais Médicos)

Foi constituída, hoje, a Comissão Mista (Deputados e Senadores) que irá analisar a Medida Provisória 621, que cria o Programa Mais Médicos e amplia o curso de medicina de 06 para 08 anos. Sobre estes parlamentares é que temos que começar o nosso esforço de convencimento pela derrubada da MP ou para alterá-la de maneira que preserve a medicina e garanta assistência médica de qualidade à população.

Senadores Titulares:
- Bloco Parlamentar da Maioria (PMDB/PP/PSD/PV): Eunício Oliveira, Eduardo Braga, Romero Jucá, Waldemir Moka, Kátia Abreu;
- Bloco de Apoio ao Governo (PT/PDT/PSB/PCdoB/PSOL): Humberto Costa, Walter Pinheiro, José Pimentel, Vanessa Grazziotin;
- Bloco Parlamentar Minoria (PSDB/DEM): Lúcia Vânia, Flexa Ribeiro, Wilder Morais;
- Bloco Parlamentar União e Força (PTB/PR/PSC/PPL/PRB): Eduardo Amorim, Vicentinho Alves.

Deputados Titulares:
- PT: José Guimarães, Valmir Assunção;
- PMDB: Francisco Escórcio, Osmar Terra;
- PSD: Eleuses Paiva, Armando Vergílio;
- PSDB: Nilson Pinto;
- PP: Arthur Lira;
- DEM: Mandetta;
- PR: Anthony Garotinho;
- PSB: Alexandre Roso;
- PDT: André Figueiredo;
- Bloco (PV/PPS): Rosane Ferreira;
- PTB: Jovair Arantes;
- PSL: Dr. Grilo

Fonte: Napoleão Salles

Ministro Alexandre Padilha cometeu infração ética?

O Ministro Alexandre Padilha tem sido acusado, nas redes sociais, de ter fraudado seu certificado de conclusão da Residência Médica em infectologia, cursado na Faculdade de Medicina da USP.

Tudo começou quando o Ministro foi ao Programa do Jô e afirmou que era infectologista. Alguém foi pesquisar e constatou que o médico Alexandre Padilha não estava inscrito na Sociedade Brasileira de Infectologia e nem teria registrado seu certificado de especialista, fornecido pela Universidade de São Paulo, em um Conselho de Medicina. Também não haveria este registro na Comissão Nacional de Residência Médica. Alguém denunciou ao Conselho Federal de Medicina e a denúncia foi parar no Conselho Regional de Medicina do Pará, onde o Ministro está inscrito como médico.

A informação circulou e Padilha, para se defender, divulgou em seu twitter a foto do certificado de especialista em infectologia datado de 2001. O tiro saiu pela culatra pois foi identificado que o certificado divulgado estava datado de 2001 mas assinado pelos atuais dirigentes daquela faculdade de medicina.


Duas hipóteses circulam: o Ministro não concluiu a residência ou concluiu e não solicitou o certificado. Se ele não concluiu e conseguiu o certificado da USP, houve fraude. Se ele concluiu e só agora solicitou o documento, me parece que não há qualquer ilicitude. As investigações vão esclarecer e trazer a verdade.

Porém, outra coisa é a denúncia que será apurada pelo Conselho de Medicina do Pará. Importante esclarecer que os Conselhos de Medicina são obrigados a apurar toda e qualquer denúncia que chegue na autarquia. Imediatamente, é aberto um processo administrativo chamado Sindicância. O médico é notificado e tem 15 dias para apresentar esclarecimentos. Se os esclarecimentos forem aceitos pelos conselheiros a sindicância é arquivada (cabe recurso ao CFM). Caso contrário é aberto um Processo Ético Profissional. Padilha está na fase de sindicância. Tem que prestar esclarecimentos, como médico, ao CRM do Pará. Nada a ver com sua condição de Ministro da República.

A denúncia afirma que o médico Alexandre Padilha transgrediu o Código de Ética Médica por ter anunciado especialidade sem cumprir os requisitos para tal. A matéria está regulamentada no próprio código de ética médica e em resoluções específicas. O Código de Ética Médica vigente (Resolução 1931/2009) é claro e seu Art. 115: É vedado ao médico (...) Anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina. Resolução específica que trata da publicidade médica (Resolução 1974/2011) detalhou as exigências que devem ser cumpridas pelos médicos quando anunciam suas qualificações profissionais.

O Ministro Alexandre Padilha terá que convencer os Conselheiros de Medicina do Pará que não anunciou ser especialista ou, se anunciou, que já havia registrado seu certificado de especialista em infectologia um Conselho de Medicina, apresentando seu Número de registro de qualificação de especialista (RQE). Caso contrário poderá ser enquadrado nas penalidades previstas na Lei 3268/1957 que vão da advertência confidencial em aviso reservado à cassação do exercício profissional.
domingo, 14 de julho de 2013

Como escolher vinhos em restaurantes

Por Sommelier Wine Renato Pujol

Muitas vezes quando vamos a um restaurante bate aquela vontade de tomar um vinho. Há uma máxima que diz que o melhor vinho para acompanhar um prato é o vinho que nos agrada. Como em tudo na vida, gosto não se discute.
Entretanto, a melhor maneira de valorizar um vinho e o prato é buscar a harmonização. Parece um bicho de sete cabeças mas, realmente, é muito simples. É só parar para pensar nas orientações pois são absolutamente lógicas.
Um post no Blog do Sommelier me pareceu bem simples e didático. Não invalida perguntar para o garçom ou mesmo o sommelier. Olhem só:
1) Pratos encorpados vão bem com vinhos potentes e pratos leves com vinhos de médio corpo.
2) Peixes grelhados e frutos do mar vão bem com espumantes e vinhos brancos.
3) As aves vão bem com vinhos brancos mais encorpados ou com tintos leves e sem passagem por madeira.
4) Para as massas, tintos leves ou encorpados vão muito bem, dependerá do molho utilizado e do recheio.
5) Carnes vermelhas magras combinam com tintos leves e carnes gordas ou que tenham molhos fortes combinam com tintos encorpados.
Comida e vinho podem relacionar-se de duas formas. A mais comum é por compatibilidade, em que relacionamos os elementos semelhantes do vinho à comida. Exemplo disso são os vinhos doces harmonizados com sobremesas e os molhos ácidos com vinhos de acidez acentuada.
A outra forma é por contraste, em que criamos um novo equilíbrio de sabores, aromas e texturas. Neste caso, podemos harmonizar um queijo salgado e ácido com um vinho doce ou até mesmo chocolate ao leite com um vinho seco e alcoólico, como o Jerez.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dilma vetou o Ato Médico. E agora?

O veto parcial da Presidente Dilma à Lei do Ato Médico foi uma surpresa desagradável. Entretanto, a surpresa não pode nos imobilizar. O resultado faz parte da política. E é na política que temos que revidar e conquistar a vitória.

Negociado palavra por palavra com deputados, senadores e com cada uma das 13 profissões enquadradas no setor saúde, os vetos foram incompreensíveis. Fomos traídos. Os vetos, provavelmente, decorrem do preconceito e da ignorância. Preconceito com os médicos e ignorância sobre a Lei. O surpreendente é constatar que o governo federal se move e age por este tipo de orientação. Em que mãos o país está entregue.

Passado o susto, é hora de levantar a cabeça e dar a volta por cima. O veto e as recentes agressões sofridas pela categoria tiveram o condão de unir os médicos. A humilhação fez florescer o espírito de corpo e, ao mesmo tempo, a consciência da nossa força. O orgulho de ser médico. Também pelo sopro dos movimentos de rua que varrem o país. Como na física, a cada ação corresponde uma reação. A reação dos médicos será dada em 2014. Podem aguardar.

Por outro lado, derrotar Dilma e o PT, em 2014, não vai garantir que a população, particularmente, os excluídos da cidadania, tenham, um dia, médicos disponíveis para diagnosticar e tratar suas doenças.  Colegas, o jogo ainda não acabou. Temos a batalha final e ela será travada no Congresso Nacional.

No meu entendimento, todo o nosso esforço e talento devem ser dirigidos para arregimentar forças no sentido de garantir a derrubada do veto. A presidente está fraca. Seu governo está caindo pelas tabelas. O Congresso é movido a voto e está ávido para dar um troco no executivo. Terreno político favorável para nós.

Assim, neste breve recesso parlamentar, vamos procurar os parlamentares, deputados e senadores, e pedir a derrubada do veto. Encontrá-los nos estados que é onde eles nos pedem voto. E vamos articular com nossos parlamentares da bancada médica, nas duas casas, a estratégia para colocar o veto em discussão e votação. As novas regras de apreciação de vetos definidas no Congresso, esta semana, nos favorecem.

Por fim, no inicio dos trabalhos parlamentares, vamos colocar, pelo menos, 1.000 médicos em Brasília. Todas as delegações dos estados, nos encontramos já nas dependências do Congresso. Para evitar sermos barrados pela segurança da casa que sempre age assim quando há aglomerações. Vamos chegar cedo, e de mansinho vamos ocupando os corredores e galerias. Cada um vai visitar o seu parlamentar para pedir a apreciação e derrubada do veto. E às 12h, grande manifestação na frente do Congresso.

Esta proposta não colide com outras iniciativas como passeatas, atos públicos, paralisações e greves. O que defendo é que temos que ter foco. Foco onde podemos reverter a derrota que sofremos. O foco é no parlamento. Para a vitória final!
quinta-feira, 11 de julho de 2013

Posição do CFM sobre os vetos presidenciais ao PL do Ato Médico

Os 10 vetos da Presidência da República ao Projeto de Lei 268/2002, que regulamenta o exercício da Medicina no país, representam mais uma agressão aos 400 mil médicos e à Saúde do país. Também foram desrespeitadas as decisões do Parlamento, pois a proposta já havia sido aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados e no Senado.

Após 12 anos de tramitação, o Governo jogou por terra acordos e consensos firmados em dezenas de reuniões e audiências. Este tema foi tratado em 27 audiências públicas, passou por sete comissões e neste percurso sofreu diversas alterações, inclusive ampliando benefícios de outras profissões que eram inexistentes, por conta da disposição dos médicos em acordas consensos. Infelizmente, este voto de confiança foi traído no minuto final.

Esta decisão injusta apenas reforçou o sentimento de indignação da categoria, recentemente já atacada com a edição da Medida Provisória 621/2013, a qual também deverá ser votada pelos parlamentares. Os médicos – liderados por suas entidades de representação – se mantém motivados a reverter essa decisão arbitrária, buscando junto aos parlamentares a acolhida daqueles que ouviram exaustivamente os argumentos e que, quando votaram a favor do projeto, estavam convictos de sua pertinência e relevância para a saúde brasileira.
Em todos os países do mundo o diagnóstico de doença e sua respectiva prescrição terapêutica, são privativos do médico. No Brasil, não pode ser diferente. Não entendemos nesse uma intenção de fazer reserva de mercado ou de submeter outras categorias. A preocupação maior é dar maior segurança ao paciente, especialmente o dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ressalte-se que a mutilação a que foi submetido o Projeto de Lei 268/2002 não trouxe ganhos para nenhuma categoria. Os médicos continuarão a executar suas atividades, assim como os outros profissionais estarão limitados ao escopo de suas leis. Nada mudou e se afirmam diferente, estão mentido.
Infelizmente, os médicos lamentam que estes vetos atrasem os inúmeros benefícios que essa Lei traria: a mais importante é obrigar o gestor do SUS a oferecer acesso à população a médicos bem formados e qualificados para o exercício de sua função.
Os médicos – unidos como profissionais e cidadãos – confiam que o bom senso e a justiça prevalecerão, recuperando-se o texto original do PLS 268/2002, permitindo, assim, ao brasileiro mais um instrumento para exigir dos gestores da área da saúde a oferta da assistência com a qualidade que merece e tem direito. 


Conselho Federal de Medicina (CFM)



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