sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dilma vetou o Ato Médico. E agora?

O veto parcial da Presidente Dilma à Lei do Ato Médico foi uma surpresa desagradável. Entretanto, a surpresa não pode nos imobilizar. O resultado faz parte da política. E é na política que temos que revidar e conquistar a vitória.

Negociado palavra por palavra com deputados, senadores e com cada uma das 13 profissões enquadradas no setor saúde, os vetos foram incompreensíveis. Fomos traídos. Os vetos, provavelmente, decorrem do preconceito e da ignorância. Preconceito com os médicos e ignorância sobre a Lei. O surpreendente é constatar que o governo federal se move e age por este tipo de orientação. Em que mãos o país está entregue.

Passado o susto, é hora de levantar a cabeça e dar a volta por cima. O veto e as recentes agressões sofridas pela categoria tiveram o condão de unir os médicos. A humilhação fez florescer o espírito de corpo e, ao mesmo tempo, a consciência da nossa força. O orgulho de ser médico. Também pelo sopro dos movimentos de rua que varrem o país. Como na física, a cada ação corresponde uma reação. A reação dos médicos será dada em 2014. Podem aguardar.

Por outro lado, derrotar Dilma e o PT, em 2014, não vai garantir que a população, particularmente, os excluídos da cidadania, tenham, um dia, médicos disponíveis para diagnosticar e tratar suas doenças.  Colegas, o jogo ainda não acabou. Temos a batalha final e ela será travada no Congresso Nacional.

No meu entendimento, todo o nosso esforço e talento devem ser dirigidos para arregimentar forças no sentido de garantir a derrubada do veto. A presidente está fraca. Seu governo está caindo pelas tabelas. O Congresso é movido a voto e está ávido para dar um troco no executivo. Terreno político favorável para nós.

Assim, neste breve recesso parlamentar, vamos procurar os parlamentares, deputados e senadores, e pedir a derrubada do veto. Encontrá-los nos estados que é onde eles nos pedem voto. E vamos articular com nossos parlamentares da bancada médica, nas duas casas, a estratégia para colocar o veto em discussão e votação. As novas regras de apreciação de vetos definidas no Congresso, esta semana, nos favorecem.

Por fim, no inicio dos trabalhos parlamentares, vamos colocar, pelo menos, 1.000 médicos em Brasília. Todas as delegações dos estados, nos encontramos já nas dependências do Congresso. Para evitar sermos barrados pela segurança da casa que sempre age assim quando há aglomerações. Vamos chegar cedo, e de mansinho vamos ocupando os corredores e galerias. Cada um vai visitar o seu parlamentar para pedir a apreciação e derrubada do veto. E às 12h, grande manifestação na frente do Congresso.

Esta proposta não colide com outras iniciativas como passeatas, atos públicos, paralisações e greves. O que defendo é que temos que ter foco. Foco onde podemos reverter a derrota que sofremos. O foco é no parlamento. Para a vitória final!

3 comentários:

  1. Interessante seu post. Realmente o congresso é movido a voto e a Dilma parece não estar se esforçando muito para agradar a base aliada, principalmente o PMDB, que cada vez mais fica menos a favor da Dilma, que dizem que trata ministros aos berros. A nova norma de avaliar vetos em 30 dias deixou o governo receoso. E por falar em 30, quem vai querer ficar em posição subalterna ao apoiar uma presidente que caiu de 57 para 30% de popularidade?

    Pela primeira vez eu tenho esperança nos legisladores brasileiros.

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  2. Uma proposta lúcida... Mais lúcida que o Sindimepa apoiar central sindical

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  3. Pense na saúde pública, nas outras profissões. Já ouviu falar em atendimento integral, multidsciplinar e interdisciplinar??. Deixe de olhar somente para própria sombra, atualize-se, estamos no século 21.

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